segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
❝...hoje, pensei em falar o quanto te quero
não por desespero, mas pela realidade que é
mas percebi, que algumas coisas
são exatamente como são
e não há nada o que pode mudar.
o querer ainda parece fraco
demostra uma necessidade
que parte da vontade de fazer o bem
mas é diferente
quando te imagino aqui
sentada em meu quarto
enquanto tomo banho gelado
e encontro você, com as costas molhadas
o cheiro de sabonete no corpo
tocando em você.
é tão diferente saber que preciso
que sinto falta de sua presença
e não vivo mais
sem o teu calor
ou imaginar você em outros passos
é como ter morrido aos poucos
e continuar vivo sem sentir
ou respirar
sem ter ar
ou andar por ai
sem chegar a lugar algum.
eu não te quero
eu preciso de você...❞
- marcosask -
❝...sabe quando você olha para o céu cinza, começa a observar as estrelas, vê a imensidão que o mundo é, mas no celular, todas suas redes sociais, perfis corporativos e pessoas, tenta clicar em cada pequena notificação e de repente, enxerga que os mundos com que viveu até o dia de hoje, parecem tão pequenos e que nada mais tem a mínima graça?
A impressão que tenho agora, chega a ser assustadora, parece que eu envelheci tanto, que nada está me fazendo a menor diferença. Acredito que, provisoriamente, o tempo me deu uma trégua, e estou vagando, por onde o vento passa e não existe horas para contar. Não sei como isso aconteceu exatamente, se é realmente o que fiz ou deixei de fazer, mas não estou conseguindo enxergar algum provável futuro que me aguarda, apenas vejo o passado que me dói. Eu só tentei ser alguém melhor, apenas isso...❞
- marcosask -
vocês terminaram faz três meses e você sente saudade faz três meses. Mas a saudade pode acabar amanhã e fará três meses que vocês terminaram e um dia que você esqueceu. Mês que vem são quatro meses que vocês terminaram e um mês e um dia que você não sente mais saudade. Daqui trezentos e sessenta e cinco dias vai completar um ano, quatro meses e um dia que você se livrou de alguém que não valia e pena e faz três dias que você conheceu o cara na livraria. Um mês depois de conhecer o cara na livraria fará um mês e três dias que você só sabe quem é o cara da livraria e já nem lembra que faz um ano, cinco meses e um dia que você esqueceu aquele cara, que hoje não é nada, é só um cara, de lugar nenhum. Então calma, que essa saudade acaba qualquer hora, pode ser amanhã! Mas vamos torcer pra ser ainda hoje.
- autor desconhecido -
❝...observei minhas mãos entrelaçadas, dedos encaixados um no outro, na palma da minha mão, forma o "m" que faz parte do meu nome, tentei traçar uma direção, agora com os olhos fechados, indo de ponta a ponta, criando um enigmático mapa que me mostre a sua direção. Busquei por você em cada cantinho meu, imaginando as luzes desses dias tão iluminados, trancado no meu quarto, revirando vídeos que me permito assistir, que me lembram teu sorriso, nas minhas falas com sotaque desigual, observo esse céu cinza, que um dia, me pediu para colorir, e fiz, para quem sabe, quando olhar para cima, me encontre em um verso teu.
Pensei em te telefonar, mas não queria incomodar tua paz, quando eu corria para te ver, chorar aos seus pés e te dizer que agora tudo pode ser diferente.
Me busca, encontra nessas palavras, o sorriso teu, que é tão meu.
Ando distraído, onde o vento é mais frio, no mar que vi você, onde prometi que a vida poderia ser melhor, mesmo que meu dicionário de palavras, só repetem o canto seu, te escuto em todos os locais, que posso gostar, essa saudade não tem mais tamanho, esse mundo sem ti, está sem foco, sem cor, apenas sigo em frente, esperando que me busque também, entre as paredes que cercam os tão altos muros teus.
Me busca, encontra nessas palavras, o sorriso teu, que é tão meu.
Observa tuas mãos, procura o "m" meu.
Nesse dicionário confuso de palavras.
Me busca, enxerga você em mim.
Aqui existe apenas palavras, onde escuto o canto, seu.
Foi vendo o mar, que te prometi o mundo meu
Me busca, encontra nessas palavras, o sorriso teu, que é tão meu.
O mundo sem você, não é mundo.
Me desculpa pelas mal escritas, palavras que significam tanto, mesmo que o sentido não tenha essa intenção.
Quero colorir o meu céu, fazer o azul virar o mais lindo lilás, não roxo, mas lilás por ser a segunda cor. Me encontra em suas mãos, você é minha poesia, em cada verso meu, nos sorrisos que arrisco ter, só precisei um dia te olhar, para saber que o mundo só seria mundo com você.
Me busca, encontra nessas palavras, o sorriso teu, que é tão meu...❞
- marcosask -
domingo, 23 de dezembro de 2018
16 e 19 horas
❝...quem diria que um dia, eu ia me deparar com direções cruzadas, junto aos cálculos que nunca vou compreender. Algumas das maiores aflições, caminham ao meu lado, indolor, ao ponto de afogar minhas palavras sem pudor algum. Fixo minha cabeça sempre inclinada para o lado esquerdo, desenterrando tudo que os destroços desse chão, que meus pés ainda pisam e mantêm a minha sanidade entre o dia calmo e a noite em extrema confusão.
Foi olhando para o universo de estrelas que desenhei uma rota de fuga, no sentido oposto ao que um dia tracei, tudo que está saindo do controle, mora em mim, mesmo que dolorosamente pertencia, e agora não tenho mais. Tentei balançar meus braços, pedi socorro, por várias vezes, numa tentativa frustrada de quebrar as correntes que me puxam para baixo e não consigo mais lutar. Foi assim que tudo aconteceu, me sinto cansado, eu tentei, mas falhei além da minha própria expectativa, alma livre, alma perturbada.
Engoli a seco cada momento teu, mantenho hoje minha cabeça baixa, tenho a consciência do fracasso aumentado a cada hora contada nesses instrumentos precisos, o pouco que alcancei, causou uma dor visceral, está insuportável. Em passos lentos, com as esperanças voltadas ao dia que vêm depois do amanhã, enquanto o asfalto está quente e meus pés descalços, sinto o que sempre busquei e não tive coragem de assumir. Me sinto cruel, a mim mesmo, nos braços riscados, nas palavras que entorpecem a chamada paz.
Perguntei-me, diversas vezes, porque tanto, ou tanta dor, pelos desprezos e palavras mordazes, que só servem para abrir as feridas que ainda tentam se curar. Agora, mesmo conhecendo das maiores grandezas desse mundo, do amor ao ódio, da mente suja e os sonhos que permanecem vazios, aos olhos que me veem, mas permanece desconhecido ao me enxergar, dedico a ingenuidade que um dia tive, prometendo injúrias a todas as estrelas desse céu, minha dor não é maior que a sua, mas é a minha que sinto e faz doer.
Ando aqui, enquanto esse coração ainda consegue pulsar, suplico orações por toda minha vida, que um dia caminhemos, de mãos dadas perante as lacunas que minha mente traça, mesmo desalinhada entre as 16 e 19 horas, nas estradas congestionadas, nunca mais citadas em nossos encontros das almas perdidas, que perfuram a coerente aceitação, dos meus pés tão cansados, de minha mente esgotada do lembrar, sem perceber. Estive onde nenhum outro esteve, foi apenas uma frustração que me deixou assim. Deixei de ser reconhecido e tenho buscados nos sorrisos falsos, a virtude que os dias na escuridão me fazem ter, controlando o tempo, dilacerando minhas mãos, riscando as paredes, colorindo com o vermelho do meu ser, o lilás da sua segunda cor. Traçando linhas desconexas, ao andarilho solitário, que jamais deve parar, no tempo que um dia perdeu e não vai mais voltar.
Obrigado gracioso tempo, pelo que me deu e não tive cuidado.
Fez-me deslizar num chão tão rochoso, criando um poço de lagrimas ao meu redor, consumindo cada ferimento meu, confundido com a dor que existe e não devo mais mostrar.
Os lençóis foram trocados pelos que você um dia você ousou deitar, lembranças de um novembro doce, com o amargo do aconchego meu, onde prometi parar com tudo e aceitei minhas próprias injúrias, das promessas que um dia fiz, tornaram-se tão inalcançáveis, que desaguam na minha boca e se cruzam com o signo teu, tão fortemente sonhador, de pés no chão, e lhe permite ser, exatamente quem é, longe de tudo, bem distante de mim.
É janeiro, amor, o dia que um dia o prazer poderia ser real, onde seríamos os olhos do mundo, sujeito a tudo que um dia, jorramos impurezas, abrindo uma nova faísca no fogo que não cessa de queimar.
Queria deixar meus passeios noturnos sem a tua presença inexistente, nesse universo que não mais me agrada. Estou te pedindo calma, minha solene despedida, ainda está por vim, mas queria deixar inacabados cada verso teu, calculados, como tudo sempre é tão bom, que com ninguém mais será, ninguém.
Tempo, me desculpa por não poder mais esperar, mas o tempo meu não existe mais, não há sentido no que faço, por mais que ele persista no erro, não existe mais aqui. Mas se voltasse atrás, apenas para ti, como seria? Melhor acreditar no adeus silencioso a mim mesmo, onde degustei cada momento teu, onde me pediu para sentir o que eu não ia mais viver. Assim, vou sozinho, enxergar as luzes que nem de fato quero ver, sendo alguém redundante, perdido nos segundos de uma noite qualquer, vendo todos do mundo que persistem a caminhar, até onde o encontro seja desigual, sem lágrimas para chorar, nem soluços para confortar tudo o que passou e não se cansa de voltar, ao amor teu, ao amor meu, desejo um longo e exuberante adeus, não importa para onde eu vá, nem os laços teus, tão meus, será o tempo, que pode decidir o fim, que foi, que deu alforria ao sentimento meu, teu...❞
- marcosask -
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